Por: Sandro Pereira Silva | RBEST
Este estudo analisa a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil, com foco no fim da “escala 6×1”. Parte-se de revisão da literatura e análise de dados da OCDE, além de experiências recentes de redução de jornada em alguns países. Os dados indicam correlação negativa entre longas jornadas e produtividade; e os experimentos analisados revelam manutenção ou aumento da produtividade e melhoria no bem-estar dos trabalhadores após a redução de jornada. Sobre o argumento de que essa redução comprometeria o nível de emprego, demonstra-se que setores de alta produtividade no Brasil já operam com jornadas de até 40 horas. Além disso, a redução da jornada média pode diminuir desigualdades, uma vez que trabalhadores com jornadas mais longas têm menor remuneração por hora. Conclui-se que a redução da jornada legal representa um necessário avanço civilizatório, com potenciais ganhos simultâneos tanto na dimensão produtiva como na dimensão social.
Publicado em 04/09/26
ABET Associação Brasileira de Estudos do Trabalho