
A partir de perspectivas de sociologia, ciência política, economia e de aspectos de história, este livro contribui para debater, com respostas menos triviais, o problema de fundo do estudo das desigualdades que marcam o Brasil. Com esse objetivo, questiona as razões e mecanismos que levam à persistência dos diversos padrões de desigualdade, resistentes a políticas públicas de toda ordem, desenhadas em momentos de governo democrático ou autoritário ao longo da história do país.
O título se divide em duas partes. Na primeira, interpreta o processo de construção da sociabilidade capitalista no Brasil, a partir de um olhar sobre a vasta literatura historiográfica, com enfoque no Império, na escravidão e na Primeira República, produzida nas últimas décadas. Os capítulos apontam como o estado capitalista, construído no quarto século após o descobrimento, estruturou-se para sustentar a escravidão e transferir sua dinâmica para a geração seguinte.
Na segunda parte, analisa-se o processo estrutural de constituição da sociedade do trabalho no país a partir de 1940. Com esse intuito, observa o processo de transição da escola para o trabalho, momento privilegiado da construção de anseios, projetos, ambições individuais e coletivas, e também uma das muitas faces materiais da ordem institucional fundada por Vargas. O autor aponta, em contraposição às promessas de realização pessoal características de uma sociedade capitalista, a força com que os mecanismos de reprodução das desigualdades se desdobram para legitimar e manter as injustiças sociais.
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ABET Associação Brasileira de Estudos do Trabalho