Por ABET
Realizado em 21/07/2025, o Esquenta ABET foi uma Mesa-Redonda inaugural do XIX Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho. O debate foi composto por exposições de Renata Belzunces (Dieese-SP); Marta de Freitas (Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM) e Nora Räthzel (Universidade de Umea, Suécia), sob coordenação de Patrícia Trópia (Unicamp/UFU) e participação, na abertura dos trabalhos, da Presidenta da Associação, Thaís Lapa (ABET/UFSC).
Leia a descrição da Mesa divulgada na época e assista clicando no link abaixo.
“A proximidade da COP30 vem agitando organizações ambientalistas, movimentos e setores governamentais. Mas é preciso reconhecer que a questão ambiental ainda é um desafio para o movimento sindical e os estudos do trabalho. E é justamente esta lacuna que inspira a proposta desta mesa-redonda. Desde os anos de 1980, setores do movimento sindical constroem lutas em defesa do meio ambiente e do trabalho: seringueiros da Amazônica em defesa das reservas extrativistas, entre os quais o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, presidido por Chico Mendes; pela despoluição Cubatão; Metalúrgicos de Sorocaba contra a instalação de uma usina de enriquecimento de urânio; Químicos do ABC contra os riscos ambientais da poluição causada por empresas; MST; Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Todavia, as pautas ambiental e sindical são tensas e frequentemente ambientalistas e sindicalistas se colocam em lados opostos. Os Estudos Ambientais do Trabalho analisam como os trabalhadores em qualquer tipo de local de trabalho estão diretamente impactados pela degradação ambiental, a começar pelas questões relativas à saúde e segurança no trabalho. Os grandes desastres ambientais são situações limite, mas, no cotidiano urbano e rural, a crise climática afeta a todos. Cada local de trabalho é um nó nas cadeias globais de produção, afetando os sistemas de suporte à vida (água, biodiversidade, terra, poluição, oceanos etc.). Ignorar o caráter global dessas conexões torna limitadas as políticas de transição justa e ofusca a complexidade da crise ecológica, que ameaça, em última instância, todos os sistemas de suporte à vida da Terra. Os trabalhadores não são apenas vítimas da crise ecológica. Fazem a mediação entre os recursos naturais e as necessidades do capital em condições adversas, que não controlam, mas contra as quais se organizam tendo nos sindicatos uma das principais formas de resistência. Esta proposta busca contribuir com este debate, em um ano especialmente relevante para a discussão da crise ambiental e das alternativas construídas pelos trabalhadores e trabalhadoras.”
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ABET Associação Brasileira de Estudos do Trabalho