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60% das universidades federais não têm políticas de combate ao assédio, diz TCU

Fonte: Além da Banca/UFSC

Segundo relatório da Corte de Contas, 41 das 69 universidades não têm instâncias para acolhimento de vítimas de assédio. Tribunal determinou que instituições adotem providências.

Por Lais Carregosa | g1

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que 60% das universidades federais não têm políticas de prevenção e combate ao assédio. Isso representa 41 das 69 instituições federais.

De acordo com o relatório, aprovado em sessão nesta quarta-feira (12), a falta de política voltada ao assédio nas universidades faz com que não haja instâncias responsáveis pelo acolhimento e orientação das vítimas.

O TCU afirma que as universidades estão contrariando orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Além disso, entre as 28 universidades que possuem política de prevenção, a Corte de Contas constatou que há lacunas em 19 delas. Entre as lacunas, estão:

  • não inclusão de toda a comunidade universitária nos normativos do plano de combate;
  • falta de definição sobre procedimentos para encaminhamento de relatos de assédio;
  • falta de orientação sobre a apuração de denúncias envolvendo trabalhadores terceirizados, principalmente na condição de vítimas;
  • menção somente ao assédio sexual, sem a inclusão do assédio moral.

“Em relação aos efeitos das lacunas identificadas nas políticas de prevenção e combate ao assédio no âmbito das universidades federais, destaca-se o prejuízo às ações e estratégias de prevenção e combate ao assédio no âmbito dessas instituições de ensino”, diz o relatório.


A análise do TCU apontou:

  • ausência de comprovação de estruturas internas e de protocolos de acolhimento das vítimas;
  • falta de integração das estruturas de acolhimento e orientação nos casos de assédio;
  • ausência de protocolo para evitar revitimização e/ou retaliação de denunciantes.

Determinações do TCU

Em sessão nesta quarta-feira (12), a Corte de Contas determinou que as instituições federais adotem providências para institucionalizar a política de prevenção e combate ao assédio.

Para as universidades que já têm políticas em curso, mas com lacunas, o TCU determinou a revisão de ações e estratégias, além de promover a inclusão de toda a comunidade universitária na discussão.

Os ministros também mandaram as universidades divulgarem os seus planos de prevenção e combate ao assédio.


Universidades sem política contra assédio

Veja quais instituições não têm políticas contra assédio, segundo o TCU:

  • Universidade Federal do Acre (UFAC);
  • Universidade Federal do Amazonas (UFAM);
  • Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape);
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA);
  • Universidade Federal do Ceará (UFC);
  • Universidade Federal do Cariri (UFCA);
  • Universidade Federal de Catalão (UFCat);
  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA);
  • Universidade Federal do Semiárido (Ufersa);
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);
  • Universidade Federal Fluminense (UFF);
  • Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS);
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
  • Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);
  • Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT);
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB);
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • Universidade Federal de Pelotas (Ufpel);
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI);
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR);
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA);
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE);
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS);
  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB);
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
  • Universidade de São João del-Rei (UFSJ);
  • Universidade Federal do Tocantins (UFT);
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM);
  • Universidade Federal de Alfenas em Minas Gerais (Unifal-MG);
  • Universidade Federal do Amapá (Unifap);
  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp);
  • Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa);
  • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa);
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila);
  • Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab);
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio);
  • Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf); e
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Clique aqui e acesse a matéria completa

Data original de publicação: 12 de março de 2025

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