O contexto de flexibilização das regras no mercado de trabalho elevou a incerteza para os trabalhadores e ela impactou adversamente no consumo das famílias.

Por Rodrigo Medeiros

No boletim sobre o mercado de trabalho, de número 67, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), consta a nota técnica assinada por Rogério Jerônimo Barbosa, sob o título ‘Estagnação desigual: desemprego, desalento, informalidade e a distribuição da renda do trabalho no período recente (2012-2019)‘. Entre as questões abordadas, destaca-se que a ‘desigualdade da renda do trabalho voltou a subir no Brasil’.

A nota técnica aponta que ‘o desemprego e o desalento foram responsáveis pelo início do crescimento da desigualdade’. Disparidades entre as remunerações, que têm a ver com a formalização ou não dos vínculos empregatícios, atuam nesse contexto. Segundo afirma Babosa, ‘benefícios e direitos típicos (e sazonais) do setor formal se tornaram mais escassos e concentrados’. Essa questão afetou a segurança dos trabalhadores para o consumo e vem dificultando a recuperação da economia.

O contexto de flexibilização das regras no mercado de trabalho elevou a incerteza para os trabalhadores e ela impactou adversamente no consumo das famílias. Em meados de 2014, os 50% mais pobres se apropriavam de 5,7% de toda a renda do trabalho, enquanto que no primeiro trimestre de 2019 essa mesma fração caiu para 3,5%. O grupo dos 10% mais ricos, por sua vez, recebeu aproximadamente 49% do total da renda do trabalho em meados de 2014 e no início de 2019 abocanhou 52%.”

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Fonte: GGN
Data original de publicação: 26/09/2019

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